Antes que
isso tudo
se acabe,
escreverei
-- um pouco.
_________
Jorrian Silva
Antes que
isso tudo
se acabe,
escreverei
-- um pouco.
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Jorrian Silva
Parado no Tempo
Parado no tempo
Tudo se vai, e eu fico
Observando a cautela
Cautelosamente adiante
Tic Tac
O ponteiro não para
O dia desaparece
Sigo novamente a escolha
De ir num ponto
Onde não volte a inércia
Parado no tempo
Sempre em movimento
O caos num brilho
Uma luz na calmaria
Parado
Com o tempo andando
Eu sigo
Linhas a frente.
Significado
Qual o significado
Tenho eu que perceber?
Para ver mesmo turva a visão
Cores de formas abstratas
Trazendo sentidos
Devo buscar significados?
A experiência molda tal movimento
Sentidos, sempre a flor da pele
Mesmo turva reflete
O espelho do pensar
Na constância de um sopro
Leve, manso
Ordenando o frenesi
Onde mora a percepção
De um papel rabiscado
Implorando por cores
Que ainda tenho que reparar
Dentro de mim
Que nem é preciso
Significado.
Disfuncional
Todo disfuncional
Um mal que carrego
Nos dias que passam
Nada encaixa
Nada soma
Só eu e um pequeno cubo
Disfuncional
Vê se pode.
O erro me persegue
Não os erros triviais
Os erros banais que posso cometer
De buscar ser minha própria persona
De dar valor ao que sou
Detalhes
Vistos como erros
A olhos alheios
Um erro disfuncional
Um parafuso a menos
A chave nas mãos
Da porta que já abri
Sem chave qualquer
No qual não tem mais
Volta.
As Margens
Na margem mais uma vez
Observando o que não se vê
Com olhos quaisquer
Só o que posso ver
Em tal imagem genuína
No horizonte que só finda
Parado a margem.
Olhar distante
Como aquilo que não posso ver
Além da linha
Onde inicia a imaginação
E o sopro me leva
A remover velhas vestes
Encontrar abrigo em formas e cores
Até que esteja
Se assim for pra ser
Na margem mais uma vez.
As Margens
Na margem mais uma vez
Observando o que não se vê
Com olhos quaisquer
Só o que posso ver
Em tal imagem genuína
No horizonte que só finda
Parado a margem.
Olhar distante
Como aquilo que não posso ver
Além da linha
Onde inicia a imaginação
E o sopro me leva
A remover velhas vestes
Encontrar abrigo em formas e cores
Até que esteja
Se assim for pra ser
Na margem mais uma vez.
Tão Rápido
Foi num instante
Quando vi não podia fazer nada
Rápido demais
Que mal me movi
Um instante feroz
Abrupto
Como um soco bem dado
Não havia o que fazer
Tão rápido
Pareceu devaneio
Mas tinha ocorrido
Quando me dei por conta
Eu já era eu.
A caminhada
Caminhava calmo
As folhas revelavam o vento
Manso em meu cabelos
Acariciava com zelo
Os pássaros ligeiros
Podia percebe-los
A lagarta na árvore
Adiante para a nova jornada
Voar
Como aquele longínquo avião
Que passa sutilmente
Desenhando um paralelo
A olho nu
Gentilmente percebo
O cheiro da terra
Da vida e da fauna
Que desmonta o paradoxo
Do peso
Do homem.
Bem Me quer?
Fui correndo encontrar
O bem que me toca a alma
Mas não pude evitar
Tentado a cair
As trevas adentrei
Buscando o bem
Caí.
Outra vez me levanto
Vou em direção do há
No brilho ofuscado
Do meu ser
Encontrar a resposta
Entender o que é afinal
Essa dança infernal
Bem me quer
Mal me quer.
Outra vez.
Atualizando...